Internet e Relacionametos: auda ou atrapalha?



Ela aguarda ansiosamente que ele retorne a ligação dela o mais rápido possível. Nesta época de "multi-tarefas" e conexões simultâneas via internet, ao mesmo tempo em que encara o telefone sem fio e o celular quase que exigindo o toque de um deles, a menina também fica de olho no MSN e no Gtalk para ver se o rapaz se conecta; aperta "F5" compulsivamente nas páginas do Twitter e do Orkut; além de checar compulsivamente a sua caixa de e-mails. E se resolve sair de casa para ir na esquina, obviamente carrega o blackberry.

Em matéria de "ansiedade paixonítica", vai me dizer que não era mais fácil tê-la antigamente?

Para quem gosta de comédia romântica com umas pitadas de diálogos inteligentes, recomendo "Ele não está tanto a fim de você" . Esse cenário de mil opções de comunicação e conexão é abordado no filme.

Hoje em dia, tem gente que se protege com o escudo do monitor do computador e só ousa expressar seus sentimentos via web. Muitos relacionamentos fluem que é uma beleza por intermédio das palavras e dos emoticons digitados, mas na hora da "vida real" a coisa parece que se transforma. Dois amigos meus recentemente, graças a um "empurrãozinho", começaram a trocar mensagens diárias no MSN e via SMS. Estava tudo óótimo... Eles chegaram até a "jantar juntos", leia-se: cada um na sua própria casa, com a sua própria comida, se olhando via web cam. Confesso que achei um pouco over - adoro um bom papo regado a um bom vinho e a uma boa comida ao vivo. Mas, continuando... Toda a magia foi por água abaixo quando os dois finalmente se encontraram fisicamente.

Nesta semana, ouvi o seguinte diálogo no vestiário da academia de ginástica, entre duas meninas de faculdade:

- O fulano ainda não me ligou, sumiu depois da última vez que saimos.
- Jura? Mas ele também não tem entrado no MSN?
- Pior que tem. Mas ele não puxa papo e não sou eu que vou dar o primeiro passo, né!?

Ou seja, atualmente, as pessoas somem, mas não desaparecem. A mocinha espera o cara procurá-la e, enquanto isso não acontece, ela se tortura constatando que ele está online - não, ele não foi atropelado por um ônibus, não, ele não está doente, e, sim, ele simplesmente não está a fim de te procurar. Eis o tema do filme que mencionei acima.

Lembrei agora de uma amiga minha que é casada com um homem que ela conheceu em um desses sites de relacionamento amoroso, estilo "Par Perfeito". Parece história de filme, né!?

Apesar de adorar navegar, de já não saber mais viver sem internet, ainda sou meio antiquada. Na minha opinião, os programas de mensagem instantânea, os e-mails e sites como orkut funcionam para alimentar uma relação que teve início já no "mundo real".

É como ouvi recentemente de um especialista em RH sobre o uso de redes sociais por profissionais e empresas: a web é apenas uma ferramenta de relacionamento. Quem consegue se relacionar pessoalmente, vai ser bem-sucedido; quem falha nesse quesito, vai continuar batendo a cabeça no mundo virtual. Qual é a sua opinião sobre o tema???

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